Mensagens furtivas. Idéias desconexas. Notícias ao léu. Opiniões duvidosas. Visões de Pasárgada
quarta-feira, janeiro 11, 2006
Almodóvar
O Marcelo fez ontem um comentário no seu blog sobre os primorosos 10 minutos iniciais de Carne Trêmula. Assino embaixo. Ainda é meu filme predileto do espanholzito alegre.
Aliás, tem filme novo dele pra sair até o meio do ano.
segunda-feira, janeiro 09, 2006
No Cinema
A Passagem (Stay)
Mais um filme sobre a vida, a morte e outros estados, digamos assim, mais etéreos. Tem sido uma obsessão hollywoodiana, mas este aqui é surpreendentemente interessante. E tem Naomi Watts, perturbadora e bela mais uma vez.
Depois de uma longa estiagem, mais um texto meu lá no Scream&Yell. Pulem lá e leiam ele todinho.
sexta-feira, dezembro 30, 2005
Feliz 2006
You can't always get what you want
but if you try sometime
you just might find
you get what you need
quinta-feira, dezembro 29, 2005
Dos acontecimentos mais recentes
Desculpas àqueles que ainda insistem em me procurar por aqui. Quando a vida corre depressa, não tem jeito, este blogue fica de lado. E, meu Deus, para mim 2005 passou de uma forma assustadoramente rápida. Quando novembro chegou me senti atordoado – outro final de ano, outro aniversário (30!), outras férias, mas JÁ? A fugacidade do ano, porém, não conseguiu me enganar. O ano passou a jato, mas não foi nem leve nem suave. Foi pesado. E eu me sentia, já em novembro, como tendo sido atropelado por um trator. Estava cansado, e quase exclusivamente por causa do trabalho, uma ainda insistente fonte de stress, correria, desmotivação e noites mal-dormidas.
Foi este estado que me levou a não desistir de tirar férias ainda neste ano. Mesmo com tudo já planejado anteriormente, tive que forçar bastante a barra para conseguir mesmo sair. Convencer os outros e convencer a si mesmo que as coisas podem continuar funcionando sem a sua magnânima presença não são coisas fáceis de se fazer.
Tudo acabou dando certo. Conseguimos passar uma semana em Buenos Aires, eu e minha digníssima senhoura. Está certo, já tinha passado um mês lá nas minhas últimas férias mas, acreditem, vale a pena. Se quiser ir ao Primeiro Mundo e anda sem dinheiro para gastar na Europa ou em NY, meu amigo, Buenos Aires é a melhor pedida. Tudo do bom, e tudo barato. É claro, também havia um argumento emocional – tinha que levar minha garota favorita até uma das minhas cidades favoritas, oras.
O efeito colateral é que o dinheiro reservado para o mês de férias acabou-se na primeira semana. Com o cobertor curto, o jeito foi planejar passar o restante dos dias, incluindo Natal e Ano Novo, aqui mesmo em Sampa, com a família e os amigos que ainda ficarem na cidade. Até agora tem sido bom, muito bom. Tenho aproveitado para curtir o ap, arrumando as coisas com mais tempo e carinho. Tenho dormido e lido muito também. Foi aberto um sebo na avenida aqui ao lado, já há algum tempo, e minha primeira visita rendeu duas aquisições – Complexo de Portnoy, do Philip Roth e Memorias de Brideshead, do Evelyn Waugh. Com o tempo ocioso, no entanto, daqui a pouco já liquidei os dois e o livreiro vizinho deve ganhar uma segunda visita.
Volto ao trabalho somente no dia nove de janeiro. Depois do reveillon tenho ainda mais uma semana para planejar 2006. Começo o ano com muitas pretensões, mas sem dinheiro algum. Minha grande ginástica vai ser fazer com que essas duas coisas – a falta de dinheiro e os planos – não se tornem conflitantes. Ai ai.
Nesta pindaíba, o jeito é começar o ano com uma daquelas promessas típicas – emagrecer. Até onde eu sei, ainda não se gasta dinheiro fechando a boca. Vamos ver no que dá.
segunda-feira, novembro 21, 2005
Youth gone wild
terça-feira, novembro 01, 2005
Cenas da vida
Faço trinta anos no domingo. Estou numa lan-house agora. E um moleque acaba de me chamar de "senhor".
Isso já me aconteceu outras vezes, claro. Mas hoje eu dispensaria a cortesia.
quinta-feira, outubro 13, 2005
E no melhor futebol do mundo
Na televisão aqui ao lado, assisto a bagunça generalizada no jogo entre Santos e Corinthians. O campeonato brasileiro hoje oferece a perfeita analogia de um Estado desmoralizado. Como diria o cientista político, a autoridade perdeu sua legitimidade. Basta uma arbitragem medíocre, cheia de lambanças, para que a mera incompetência passe a ser interpretada como ladroagem, injustiça, resultado comprado. Daí são dois passos: jogadores revoltados, torcida invadindo o campo, polícia descordenada, jogo interrompido. Tudo isso num jogo remarcado em razão de crimes anteriores. E todos reclamam, cada um puxando sardinha para o seu lado, sem nenhuma coerência ou equilíbrio. Vem mais bagunça por aí – estádio interditado, mais gritaria. Vou ficar surpreso se este campeonato chegar ao final.
terça-feira, outubro 11, 2005
Traindo Evelyn Waugh
It seems to me that a prig is someone who judges people by his own, rather than by their, standards; criticism only becomes useful when it can show people where their own principles are in conflict.
A frase acima foi pinçada de um dos últimos pocket-books de 7 reais da Penguim que comprei, The Coronation of Haile Selassie, de Evelyn Waugh. É um pequeno ensaio sobre a coroação do último Imperador da Etiópia, em 1937, testemunhada in-loco pelo escritor inglês. Minha primeira leitura dele e eu, que esperava algo muito mais satírico, fui surpreendido por um equilíbio elegante entre fidelidade jornalística, ironia aristocrática e sensibilidade sincera.
Essa frase, no entanto, nao tem nada a ver com a Etiopia. Faz parte de um trecho do ensaio onde Waugh faz uma pausa na narrativa de viagem e parte para algumas divagações sobre o jornalismo. Esse trecho é tão interessante que me deu vontade de traduzí-lo. Para praticar um pouco, afinal. Tradução é algo que me interessa. Quem sabe, uma atividade futura, pós virada de mesa. E captar a elegância do texto do Waugh me pareceu um desafio interessante para um exercício amador. Pretensioso, vá lá, mas não me importo em fracassar.
Particularmente, foi essa tal frase, a mesma me capturou especialmente, a que mais me ofereceu dificuldade. No final, a traduzi assim:
Parece-me que ser pedante é ser alguém que julga os outros, ao invés de com os critérios destes, com os seus próprios; a crítica só se torna útil quando se pode demonstrar às pessoas que seus próprios princípios estão em conflito.
Não gostei. E aceito sugestões.
Enfim, vou colocar o trecho todo aí embaixo. Vale a pena ler, apesar da tradução.
Foi muito interessante para mim, quando os jornais começaram a chegar da Europa e da América, comparar minhas próprias experiências com aquelas dos diferentes correspondentes. Eu tinha a sorte de trabalhar para um jornal que valorizava a acuidade dos fatos antes de qualquer outra coisa; mesmo assim fui traído por alguns erros. À economia telegráfica pode-se creditar alguns deles, como quando “Abuna”, o título do primado da Abissínia, acabou expandido por um zeloso sub-editor para “Arcebispo de Abuna”. Nomes próprios frequentemente acabam sendo de alguma forma corrompidos e transposições curiosas de frases inteiras ocasionalmente acontecem, de modo que em algum lugar entre Addis Ababa e Londres fui pego pela surpreendente afirmação de que George Herui havia servido na equipe de Sir John Maffey no Sudão. Erros deste tipo parecem inevitáveis. Minha surpresa, ao ler as reportagens sobre a coroação não foi a de que meus mais impetuosos colegas tenham se permitido desconsiderar alguns detalhes ou ainda que tenham caído em algum exagero ocasional sobre os aspectos mais românticos e incogruentes do acontecimento. Pareceu-me, na verdade, que havíamos sido testemunhas de uma série bastante diferente de eventos. “Trazer primeiro as notícias” e “dar ao público o que ele quer”, os dois princípios dominantes da Fleet Street, nem sempre são conciliáveis.
Não pretendo fazer com isso nenhuma condenação convencional à “imprensa marrom”. Parece-me que ser pedante é ser alguém que julga os outros, ao invés de com os critérios destes, com os seus próprios; a crítica só se torna útil quando se pode demonstrar às pessoas que seus próprios princípios estão em conflito. É perfeitamente natural a um jornal barato procurar entreter ao invés de instruir, e dar prioridade ao que é surpreendente e frívolo sobre o que é importante mas tedioso ou inintelegível. “Se um cachorro morder um homem, isso não é nada; se um homem morder um cachorro, isso é notícia.” Minha reclamação é que na luta pela precedência a imprensa barata está abandonando os próprios critérios de serviço ao público que ela mesmo estabeleceu para si própria. Quase todo jornal de Londres, hoje, prefere uma matéria incompleta, inacurada e insignificante sobre um evento, desde que ela possa ser publicada mais cedo que seus concorrentes. Mas o público não está preocupado com essa competição. O leitor, abrindo seu jornal durante o café-da-manhã, não tem nenhum interesse vital sobre, por exemplo, a situação da Abissínia. Um acidente de avião ou uma luta de boxe podem ser casos diferentes. Nestes casos, ele simplesmente quer saber dos resultados o mais cedo possível. Mas a coroação de um imperador africano significa pouco ou nada para ele. Ele pode ler sobre isso na segunda ou na terça-feira, não ficará impaciente. Tudo que ele quer da África é algo que o divirta durante a viagem de trem ao trabalho. Ele terá a mesma diversão seja ela na terça quanto na segunda-feira.O dia de atraso fará diferença, para o correspondente no local, se ele terá tempo para desenvolver uma matéria detalhadamente informada (e, em quase todos os casos, quanto melhor informada é a matéria, maior é o entretenimento que oferecerá ao leitor). Ou pelo menos isso faz esta diferença. Os fatos dentro de um jornal se tornam divertidos e excitantes a medida que a eles é dada a credibilidade de eventos históricos. Qualquer pessoa, sentada por algumas horas a frente de uma máquina de escrever, é capaz de compor uma matéria que seria ideal a qualquer editor de notícias. Desenvolveria algo sobre mortes dramáticas na família real, trens descarrilhados, lançaria o país a guerra civil, descreveria brutais e insolúveis assassinatos. Todas estas coisas seriam profundamente interessantes ao leitor a medida que ele acredita que se tratam da descrição da verdade. Se lhe fossem oferecidas como ficção tornariam-se imensamente insignificantes. (E isto demonstra a imensa lacuna que separa o escritor do jornalista. O valor do romance depende do padrão que cada livro desenvolve para si mesmo; eventos que não possuem nenhum valor como notícia podem ganhar um valor qualquer de importância de acordo com seu lugar na estrutura de um livro assim como de sua relação com outros eventos da história, da mesma forma que cores secundárias são capazes de ganhar grande intensidade em certas fotografias). O prazer de se ler os jornais populares não vem, exceto muito indiretamente, do seu direcionamento político ou dos seus “artigos de opinião”, mas da hábil iluminação que lança sobre os lugares mais estranhos – frases ouvidas nas delegacias policiais, declarações feitas ao público em cidadezinhas do interior – que repentinamente revelam inesperados novos modos de vida. Se isso se tratasse de pura invenção perderia todo o seu interesse. Assim que alguém perceba que tal reportagem foi escrita como uma sátira, propositadamente, por um jovem repórter sentado em seu escritório, não há mais nenhuma graça nas opiniões indignadas tão dogmaticamente expressas na coluna das correspondências.
quinta-feira, outubro 06, 2005
Enfim, o plebiscito*
*ou referendo, como corrigiu o Gravata ali nos comentarios.
Sim, meu voto é pela proibição do comércio de armas no Brasil. No entanto, não me sinto confortável para fazer aqui alguma defesa do ‘sim’. Creio que, numa análise racional, há argumentos válidos de ambos os lados. Aliás, há tantos argumentos válidos, tantas interpretações possíveis das estatísticas, tantas hipóteses e possibilidades, que, sinceramente, não creio que seja possível chegar a uma conclusão, objetiva e pragmática, sobre qual decisão trará melhores resultados para esta nossa jovem sociedade tupiniquim.
Tomei minha posição, portanto, muito mais baseado em valores e princípios pessoais do que numa análise fria e racional. Não sei se isso é bom. Mas no minímo faz refletir sobre as possibilidades desta coisa chamada “democracia direta”. Um plebiscito, na verdade, não deveria gerar esse tipo de expectativa – análises lógicas e soluções racionais devem ser esperadas, isso sim, daqueles famosos grupos e comissões de estudo, tão desmoralizados pela incompetëncia dos nossos representantes. Plebiscito é checagem de valores, de opções morais, ideológicas e políticas.
Acho que, justamente por isso, tem me cansado todo esse debate. No início, argumentos de ambos os lados me pareciam coerentes. Abri a cabeça, me propus a refletir. Depois, foram me chegando, também dos dois lados, as patetices, os reducionismos, as chantagens emocionais, as capas de revista, os sonhos românticos, a demagogia. E concluí o que já disse antes – há análises e estátisticas para todos, e só se faz uso delas para corroborar e legitimar posições já pré-estabelecidas. E aí, chafurdar numa discussão dogmática se torna muito tedioso.
Tem me espantado, entretanto, ver uma quantidade grandes de amigos defendendo o “não”. Como eu mesmo já me senti balançado por alguns argumentos, procuro entender. Mas vejo muita gente escolhendo o “não” apenas pela desilusão, pela descrença que haja alguma mudança, por não acreditar que isso vá gerar algum efeito real. Dizem não querem comprar gato por lebre, que o plebiscito é apenas um golpe demagógico do governo. Eis aí o verdadeiro efeito do “mensalão”. Desta vez, há muita gente preferindo varrer seus valores e sua esperança para debaixo do tapete, e optando pelo medo. Amadurecemos? Ou estamos apenas paralisados pelo trauma?
Enfim, nem queria ter tocado nesse assunto. Mas os macaquinhos aqui no sotão não paravam de se mexer, precisava colocá-los para fora. Para não concluir sem citar nem mesmo um argumento a favor da minha posição, tomo emprestadas as palavras do Firpo, um dos gaúchos lá do Insanus que ficou do lado do “sim”. Acho que ele conseguiu resumir meus motivos:
(...) vou votar sim porque tendo a preferir soluções disruptivas. Acho que, se nada de radical for feito a respeito - e o Estatuto nem é tão radical assim, convenhamos - a situação só tende a se deteriorar.
(...) É possível que, aprovado o Estatuto, a situação melhore, como indicam as reduções de óbitos por arma de fogo nos últimos meses, certamente reflexo da campanha de entrega de armas; também é possível que ela piore e que realmente aconteça o cenário mad max que os adeptos do "não" usam como espantalho; e também pode ser que nada aconteça, fique tudo na mesma.
Em qualquer um dos casos, pelo menos se buscou uma solução diferente.
segunda-feira, outubro 03, 2005
Ataque pelos flancos
Talvez o segredo seja começar as coisas aos pouquinhos, enfrentar os problemas aos pedaços. Comer o prato pelas bordas, como dizem. Para que começar a ler Cortázar pelo "Jogo da Amarelinha"? Ou visualizar Borges como um velho e caolho professor de literatura inglesa que adora preencher seus contos com citações e teses indevassáveis? Parece ser gostoso romantizar as pendências, torná-las tragédias, ciclópes imortais, dragões indestrutíveis. Transformar o copo d'água numa tempestade tropical sempre valoriza o esforço empenhado. Mas ainda é possível ir mais longe – atingir o estado-da-arte da super-valorização exagerando a dimensão do muro ao ponto de a única solução razoável seja não ultrapassá-lo. Enfim, alcançar o desejável estado da procrastinação justificada.
E então volto ao começo – mas para que começar a ler Cortázar pelos labirintos do "Jogo da Amarelinha"? Não, não. Melhor comer pelas bordas.
Foi o que acabou me acontecendo ano passado, quando decidi empenhar meus 30 dias de férias num curso de espanhol em Buenos Aires. Não que seja necessário ir até Buenos Aires para começar a ler Cortázar (ainda que isso seja extremamente recomendável, e que tenha valido cada centavo). Mas tive a sorte de ter aulas com um professor que era também estudante de Literatura. E o literato sujeito, que além disso tinha também ótimo gosto, gostava de utilizar seus autores preferidos como material de classe.
Então ele trouxe “A Casa Tomada”, um conto do Cortázar. E eu falava também do Borges, e ele trouxe “A Intrusa”, do velho caolho. E então, depois de dois passos simples e pequenos, percebi que a melhor maneira de conhecer Buenos Aires era ler mais coisas como aquelas. Tinha que transformar aqueles dois escritores, antes gigantes intransponíveis, em meus guias de viagem.
Por sorte estava na cidade certa para se procurar livros usados. Comprei “Todos os Fogos, o Fogo”, do Cortázar e “Antologia Pessoal”, do velho caolho. Magníficos, de cabo a rabo. Borges tem sua dificuldade, não só pela erudição, mas pelo seu universo imensamente particular. Mas é o caso clássico do empenho que torna o prazer mais saboroso. Cortázar, por sua vez, é pop no melhor sentido do termo (se ainda preservou-se algum). Possui o apelo instantâneo, a fisgada inevitável, e é ao mesmo tempo inteligente, mordaz, irresistível. “A Autopista do Sul” é dum esquematismo genial. “Senhorita Cora” rasga a alma. “A Ilha ao Meio Dia” é mágica.
Comer pelas bordas, talvez seja esse o segredo. E escrevi tudo isso porque acabei de ler agora “O Informe de Brodie”, um dos últimos livros de contos do Borges, e aquele “Evangelho Segundo Marcos”, meu Deus, me impediu de ficar quieto no meu canto. É bom demais. Comer pelas bordas, é isso.
quarta-feira, setembro 28, 2005
Weezer em Curitiba
Foi fantástico. E por hora não preciso dizer mais nada. Basta ler a opinião da própria banda, direto do site oficial:
"Wow. One of the all time top weezer shows tonight.
(...) This place was insane. The band was totally feeding off the energy in the room, creating the rare and beautiful 'perfect storm' show situation that only happens once in a great while no matter how tight a band is."
Sim, sim. Once in a while.
O relato todo está aqui.
terça-feira, setembro 13, 2005
There will be bourbon
There’s bourbon on the breath
of the singer you love so much
He takes all his words from the books
You don’t read anyway

quarta-feira, setembro 07, 2005
Russas
Para aliviar o espírito, nada melhor que tirar os olhos do noticiário climático e assistir a alguma partida da chave feminina do US Open de tênis. Aliás, o torneio já me valeu todas as patacas pagas pelo pacote básico da tv à cabo (que assinei, na verdade, para acessar a internet aqui de casa).
Mas falava de tênis. Assistia a partida de hoje à noite e imaginava se aquelas personagens sofridas do velho Dostoiévski tinham a estampa desta russa aqui que vejo agora passeando pela tela. São coisas assim que deviam fazer valer a pena enfrentar aqueles invernos rigorosos e famintos.
Da minha parte, enquanto todos perseguem Maria Sharapova, fico com Elena Dementieva. Prefiro discrição e não gosto de muita concorrência.
domingo, setembro 04, 2005
New Orleans
Talvez você já saiba, mas vale a pena ressaltar. Dois brasileiros estão fazendo em seus blogues um testemunho vivo do triste rastro deixado pelo Katrina .
Idelbar Avelar não estava em New Orleans, mas já morou na cidade e seu blog virou agora um centro de encontro e informação da comunidade brasileira daquela cidade. E nas suas análises, Idelber traz o olho clínico e o coração pesado de quem já tinha ali um segundo lar.
Alex Castro estava lá, e só não ficou literalmente sob o olho do furacão porque conseguiu enfiar-se num dos ônibus que evacuava a cidade. Como se não bastasse, a situação ainda obrigou Alex a deixar seu cachorro pra trás. Agora o seu relato é de agonia.
Assinar:
Postagens (Atom)