quarta-feira, maio 02, 2007

Meus 8 Filmes "Pequeno e Inevitável Sorriso"


1. Trainspotting, de Danny Boyle, 1996.
2. Festa de Família, de Thomas Vinterberg, de 1996.
3. Carne Trêmula, de Pedro Almodóvar, de 1997.
4. Magnólia, de Paul Thomas Anderson, de 1999.
5. Corra Lola Corra, de Tom Tickwer, de 1999.
6. The Royal Tennenbaums, de Wes Anderson, de 2001.
7. Cidade de Deus, de Fernando Meirelles, de 2002.
8. El Abrazo Partido, de Daniel Búrman, de 2004.

Comigo acontece assim: estou lá, tranquilo, assistindo um filme, ouvindo um disco, lendo alguma coisa. E, de repente, sem piada ou comédia aparente, brota um sorriso no canto da minha boca. Nem gargalhada, nem mesmo risada, apenas um silencioso sorriso. Um pequeno mas inevitável sorriso.

Talvez isso aconteça com todo mundo, de uma maneira ou de outra. Um efeito psicosomático que desperta no exato momento em que percebemos que aquilo, o filme, a música, o livro a que estávamos atentamente observando, puxa, vai além da simples mediocridade, é diferente, é novo, é sublime, nos atinge em cheio, sobe um degrau, se torna único, talvez seja mesmo uma obra de arte.

No cinema, isso me aconteceu algumas raras vezes. E tão evidente é minha reação física (sim, ele, o pequeno e inevitável sorriso) que posso lembrar nitidamente a ocasião de cada uma delas.

O interessante é que, noto agora, esta lista de sorrisos só contém filmes contemporâneos, vistos na tela grande na época em que foram lançados. Na sétima arte parece ser assim que o pequeno e inevitável sorriso me pega. Não que eu não goste dos filmes clássicos, ou não reconheça seu valor. Muito pelo contrário, e quem me conhece sabe que sou um tremendo nostálgico de tempos não vividos. Mas suspeito (e apenas suspeito) que o pequeno e inevitável sorriso tem alguma coisa a ver não somente com a qualidade, mas também com a novidade, com a sintonia, com o surgimento. Talvez me gere algum orgulho ou empatia saber que aquela superação, putz, está sendo gerada bem aqui, dentro do meu tempo.

No fim, se trata apenas da minha linguagem corporal para transmitir a admiração (temperada com uma pitada de invejinha) que sinto pelo realizador da dita obra. O sorriso é minha maneira simples de dissimular, de escapar das palavras sujas e de dizer: "caralho, o filho-da-puta é foda".

Um comentário:

PH disse...

Caramba!!! MAGNÓLIA está no seu ranking! Excelente... Tb no meu, top 5. Acho que top 3. Ainda não organizei a lista, mas além de Magnólia, tem Laranja Mecanica, Caes de Aluguel (porque foi este filme que me proporcionou um outro olhar em relação ao cinema), Wag the Dog, Trainspoting e mais 1 ou 2, que eu vou ficar aflito, por não ter lembrado agora. Mas excelente lista e blog. Continuemos nos lendo. Abs. PH