quarta-feira, junho 15, 2005

Melinda & Melinda



Concordo com o Marcelo Costa. Woody Allen fez seu melhor filme em 5 anos. E isso não é pouca coisa quando se atende pelo nome de Woody Allen e se produz pontualmente sempre um longa por ano. Eu iria ainda mais além que o Marcelo, diria que é o melhor filme dele desde Celebridade, pois este tinha Winona e Charlize e aí também já é covardia. Mesmo que Melinda seja interpretada pela loirinha Rhanda Mitchel, com muito charme e talento, e que o filme ainda conte com a bela Amanda Peet, aquela que já foi a Jack, do Jack & Jill.

Para além das mulheres, os pontos positivos de Melinda & Melinda são aquelas qualidades já conhecidas dos filmes de Woody Allen – personagens tão esquisitos quanto verossímeis, charlando em intermináveis diálogos inteligentes, mas sempre muito honestos, vivendo uma história simples, mas sempre algo amalucada. Desta vez, o argumento de Allen é manjadíssimo demais – a vida é cheia de tragédia e comédia, tudo depende de como você a encara. Mas, apesar da aparente obviedade, a receita está tão bem equilibrada que é impossível não sair do cinema com um sorriso mezzo irônico mezzo bobo no rosto.

O próprio filme acaba confirmando a sua tese manjada - na vida, não só há tragédia e comédia, como elas frequentemente se confundem. A história de Melinda que propõe-se trágica, é cheia de momentos patetas e hilários. Do outro lado, a metade cômica do filme está repleta de dolorosos fracassos e paixões avassaladoras. Confesso que gostei mais da metade-dita-comédia, principalmente pelo Will Farell. Não conhecia muito o sujeito (era ele o Fartman??), mas foi aprovado com louvor no papel de alter-ego do chefe Woody.

Enfim, é tudo como os velhos gregos já diziam, e continuamos enfiados nessa grande roda tragicômica. Não à toa percebo que os filmes mais sinceros sempre acabam levando o rótulo de comédia dramática. O resto é tudo variação.

3 comentários:

ludovico disse...

Hi, Drex

Não li o livro do "Guia", mas pretendo ler assim que as férias chegarem.

("Please could you stop the noise...". Bons tempos, when I was 16)

Gostei do "Melinda & Melinda", só me queixo da atuação da atriz "na parte trágica": sérios indícios de charlatanice. E, graças, o tragediógrafo quase não aparece. Aquele sim é um charlatão de primeira. Como um ator com tão poucas falas consegue soar tão falso?

Espero mesmo pelo "Match Point": Scarlet, London, Woody.

Abraço, rapaz

Anônimo disse...

Arre, botaram Curitiba pra escanteio e até agora não estreou aqui... Quero tanto tanto tano ver!!! Mas parece que o Unibanco Artplex vai dar um jeito na situação logo...

E sobre o prédio da Daslu, quase entrei no estacionamento tentando fazer um contorno. Estavam cobrando 30 pila só pra estacionar!

beijo
gi

Anônimo disse...

Ah, já ouviu Katia B? Escrevi sobre ela lá no quelque. Na verdade ninguém que eu perguntei se conhecia respondeu que sim.

:)

beijo
gi